"...faço apenas notar o paradoxo de perguntar a identidade a um homem mascarado. ... Mas nesta tão auspiciosa noite permita-me que, em vez de mais designações vulgares eu lhe descreva o carácter desta dramática, personagem. Voilà! à vossa vista, um humilde veterano do vaudeville, representado, por outro, o papel de vítima e vilão, devido as vicissitudes do destino. Este rosto não é uma mera expressão de veneração e vaidade, é o vestígio de uma vox populí, agora vazia e extinta. Contudo, esta corajosa aparição de um vexame passado foi de novo reavivada, e votada a vencer esses vermes venais e virulentos, que veneram o vício e verificam a violação violentamente viciante e voraz da vontade. O único veredicto é a vingança, a vendetta, mantida como voto, não em vão, pelo valor e veracidade da qual, um dia serão vingados os vigilantes e virtuosos. Verdade se diga, que esta verborreica verbosidade vai já muito verbosa, por isso deixe-me apenas acrescentar que tenho muita honra em conhecê-la e pode tratar-me por V."
* Monólogo, na medida em que o V fala praticamente sozinho, fabuloso.
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