22 março 2010

Quinze minutos para o instituto, quinze sólidos minutos de aberração mental. 
E esses quinze não os consigo preencher, a quantidade de desilusões atrás de desilusões está a a dar cabo de mim, a maior delas és tu, até já o teu cheiro me incomoda, afasto-me de ti porque o teu sorriso me enerva, era tudo, menos aquilo que eu queria que acontecesse. Afasta-te também de mim, dá uma ajudinha.
É nestas alturas que gostava de ser deprimida como tu, gostava, para poder derramar as lagrimas que não derramei antes.
E estes quinze minutos preencho-os com nada, nada a não ser peso de consciência, as minhas notas estão a descer a pique, e eu nem um bocado sentida fiquei, sou mesmo parva, tão parva, estou desmotivada, sem companhia no sofá para me aquecer os pés a medida que o filme decorre, o verão faz-me sede de inverno, e o inverno sede de verão.
A minha mente inconstante perturba-me ultimamente, perturba-me mesmo, nem consigo pensar. Ainda bem que não tenho matemática, ainda bem mesmo, já que sou obrigada a ter filosofia, obrigada a pensar, o que me custa, o que me custa...
O amor faz destas coisas, por muito que me espete facas, eu continuo sempre a precisar dele, mesmo que não seja da mesma pessoa. É UM ORDINÁRIO, é isso que o amor é, é um crânio esmagado, é isso que o amor é, uma boca sem saliva, é isso o que o amor é. Alguem me compreende? ALGUÉM? Por favor, alguém?
Desliga-me, estou a ficar sem corda.

(btw, o banner foi o Marcelo que fez)

7 comentários:

marianne curtis disse...

acho que é óbvio que eu te compreendo. por muito que eu esteja calada e mal fale quando é preciso, estou como tu. talvez, pior.

Anónimo disse...

Um poio de compreensão não cago porque não sei o que é ser compreensiva e incompreensível. Bea, se não soubesse de quem estás a falar neste ultimo post não viria aqui dizer-te que vejo o mesmo que tu, não tão profundamente porque sei pouco, pra mim o bastante, para saber que um travão não era mau da parte dessa pessoa. Queres chorar? não te preocupes que a minha camisola seca. Queres falar? Diz-me. Queres ir e voltar? Vamos. Queres? Aqui me tens ruiva.
O Amor é como é porque assim o é e assim o queremos. Aliás tudo é da maneira que NÓS queremos. Sim. Porque se quisermos realmente alguma coisa nós conseguimos, não tenho certezas, mas também não tenho dúvidas.
Beijo! Sil

Beatriz Pecknold disse...

Apesar de tudo, ouvir palavras sábias de quem nos quer o bem é o melhor de tudo, obrigado por TUDO, a vocês as duas.

I didn't disse...

o amor é uma prostitua a quem não se paga.

Anónimo disse...

"O Amor é uma doença quando nele julgamos ver a nossa cura" (é de uma musica dos Ornatos com a participação de Vitor Espadinha, não ma tou a lembrar do raio do nome -.-) SIL

azul disse...

amor, vai ao meu blog, tem um sitio que te pode ajudar na cura do amor (ou não)

olha, fica na boa, o amor é uma puta que não merece ser pago depois de um péssimo sexo oral.

Miguel disse...

está todo fancy o blog! ahha
estudar historia à 1 da manha?! que puta de seca