o meu pai assusta-me, fala de dinheiro. a minha vida assusta-me, não fala de nada. juro que deitar-me para dormir era formidável, e mesmo assim eu agora detesto fazê-lo, apetece-me prolongar os meus dias o máximo de tempo possível, mesmo sabendo que só existem razões para fazer o contrário.
ler o mesmo livro de merda vezes sem conta porque não se tem dinheiro para comprar um novo porque o vício fala mais alto, frustra-me, frustra-me mais do que quando tenho comichão nas costas e não há ninguém, nem onde para as coçar. entrar em casa e guardar as chaves na mochila é tão natural e nem isso eu faço, não ando natural, nem gosto de iogurtes. e ainda ontem devorei uma caixa de tomates cherry de uma vez, e pergunto-me se hoje já os terei cagado.
e é este o tema da minha cabeça desmiolada, que salta as cabeças de cada um de lés-a-lés. morre puta que me tiras o sorriso, tiras-me o sorriso, mas não me tiras a boa disposição. peço desculpa a minha malcriadagem hoje, mas eu juro que fiz de propósito. adeus.
1 comentário:
gosto bastante desta tua malcriadagem. se bem que nao a chamaria de malcriadagem mas sim de expressão de emoções (se bem que isto escrito soou mais lame do que na minha cabeça, mas também, vindo desta cabeça.. já tudo é lame haha)
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